Educação inclusiva: o CdLS na escola

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É incontestável o papel central da escola no processo de criação e formação das crianças, não apenas intelectual, mas também socialmente – e isso tem de valer paratodasas elas. Ainda que o ECA garanta o direito à educação, bem como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) determine parâmetros de adequação para escolas regulares receberem alunos com deficiência, famílias e portadores da Síndrome Cornélia de Lange ainda esbarram em uma grande barreira: a desinformação.

 

 

Estímulo à autonomia

Os benefícios da educação no desenvolvimento de jovens CdLS são muitos e conhecidos. Além dos avanços trazidos pela estimulação cognitiva e de habilidades motoras e intelectuais, uma das principais vantagens do ambiente escolar na vida dos portadores está na convivência e sociabilização e também no estímulo à autonomia e independência entre as crianças.

Para garantir esse desenvolvimento, no entanto, é necessário que a escola esteja preparada para recebê-los. De acordo com os protocolos de tratamento da CdLS Foundation (EUA), é preciso que os educadores elaborem planos educacionais individualizados, que contem com adaptações curriculares e técnicas de ensino diferenciais, que devem se basear nas especificidades de cada criança – e sabemos como elas podem ser diferentes de CdLS para CdLS.

 

 

Inclusão e participação da família

Atualmente no Brasil o ensino regular aceita alunos com deficiência, e para garantir que eles consigam acompanhar as aulas existe o Atendimento Escolar Especial (AEE). No entanto, o que acontece na prática é que na maior parte dos casos, dada a raridade da CdLS, os professores e mesmo os auxiliares de AEE enfrentam dificuldades para conhecer as especificidades e conseguir atender às crianças. Por isso, para garantir um bom desenvolvimento dos filhos nas escolas, a parceria entre professores e pais tem se mostrado essencial.

Pais CdLS tornam-se pequenos especialistas na Síndrome e conhecem as necessidades e potencialidades de seus filhos como ninguém. Estes mesmo pais sabem, também, como é difícil o acesso à informação qualificada neste tema – fazendo o apoio e troca de conhecimentos e experiências com os educadores um processo necessário e de extrema importância.

Para que a educação atinja todo o potencial que pode no desenvolvimento de crianças e adolescentes portadores da Síndrome Cornélia de Lange, o que mais precisamos e disseminar o conhecimento sobre a CdLS. Se você, familiar ou educador, quer conhecer mais sobre os métodos educativos voltados para o ensino de jovens portadores, convidamos para o IX Congresso Internacional Síndrome Cornélia de Lange, entre os dias 15 e 16 de agosto, em Caeté – Minas Gerais.

 

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